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Etiqueta na balada ou lembrei que prefiro bares.

Apesar das inúmeras piadas sobre ser velha, ainda não  o sou. Tenho 23 anos,  são no máximo 5 a mais que qualquer pessoa que possa estar na balada, em teoria. Mas ontem, me senti um peixe fora d´água, repeti muitas vezes “não era assim, antes, era?”.

Estou ciente que acontece um processo semicomplexo de dança do acasalamento ao meu redor. Mas eu só quero me mexer desajeitadamente (não poderia dizer dançar, aqui) ao som de músicas bacanas.

Estava com roupas sem decotes e sem cores, sem salto, olhando sempre para as luzes piscando no teto. Sou caretíssima, não troco fluidos na balada, veja, nunca. Se, por acaso, eu conhecer alguém bacana, a comunicação acontece por outros meios, em outros ocasiões. Meu único objetivo nesses lugares é ficar distraída com a música e luzes, levemente (ou muito) alcoolizada.

Os caras abordam. Eu falo não – de maneira mais ou menos gentil, proporcional à abordagem. O que me chocou foi a reação ao não. Agora os homens entendem “não” como “insista”? Você fala não, e o cara vai te seguindo, de novo, e de novo, te agarrando, puxando seu cabelo. Caras bonitos, devo dizer. Que conseguiriam ficar com qualquer garota (menos eu, vide parágrafo anterior) do recinto, se mudassem a técnica, acho. Agora também tem o cara que dá chilique, fica agressivo e reclama, depois da negativa. O cara mudo que fica dando voltas ao seu redor, como um cachorro.

Ah, não era assim antes, era?

ps. ir só em balada gay (mas gay de verdade) resolve todos esses problemas! Baladas HT: nunca mais!

O assunto de 8 a cada 10 paulistanos: a chuva.

“Um pe-sa-de-lo, querida! Não há frizz-ease e definitiva que aguente tanta água!” funcionário do Studio W, à beira de um ataque ne nervos;

“Olha o guarda-chuva! Olha a capa! Fique molhadinha só em casa!”Ambulante com aquele talento apelativo;

“Luxo! Vou poder usar minhas galochas amarelas argosy, finalmente!”fashionista, pensando do modelito;

“Tá ligado como atrapalha o serviço  de gente essas chuva? E os carro não tão nem aí, vão passando nas água em cima da gente (sic)” motoboy, em mais uma entrevista para o Datena;

“Ninguém sabe dirigir na chuva, metade dessas porcarias não devia ter CNH, oh, lá, o merda parou no cruzamento, é outro  rodando no rodízio, pneu careca, MUAH-HA-HA passar a caneta!” – funcionário da CET com tendências sádicas;

“Chuvinha chata, né?” paulistanos, em qualquer elevador da cidade;

Bem, eu também tenho lá meus motes quando o assunto é chuva. Os mais comuns:

“AAAAAIIII, meu olho! Mas SERÁ POSSÍVEL que ninguém sabe andar de guarda-chuva nesta cidade?Aiiiii! Meu olho tá sangrando?”;

“Preciso comprar um guarda-chuva, o meu quebrou”;

“I´m siiiinging in the rain, just sing…Droga, não consigo cantar isso sem lembrar de Laranja Mecânica.”;

“AAAAAIIII, espirrou aquela água em mim, vou pegar leptospirose! Aiiiii, preciso ir pra casa tomar banho, passar álcool, rápido, ai, que nojo! Já estou me sentindo febril. Tô doente, tô com leptospirose, aposto que tem xixi de rato naquela água, vou morrer!”

“Ih, esqueci o guarda-chuva na loja, não estava mais chovendo e…”;

“Vou inventar o super guarda-chvva inquebrável e ficar rica”;

Mas o melhor é:

“Adoro esses dias cinzas, podia chover pra sempre”;


Aproveitem, a moça do tempo disse que está para parar de chover.