Etiqueta na balada ou lembrei que prefiro bares.

Apesar das inúmeras piadas sobre ser velha, ainda não  o sou. Tenho 23 anos,  são no máximo 5 a mais que qualquer pessoa que possa estar na balada, em teoria. Mas ontem, me senti um peixe fora d´água, repeti muitas vezes “não era assim, antes, era?”.

Estou ciente que acontece um processo semicomplexo de dança do acasalamento ao meu redor. Mas eu só quero me mexer desajeitadamente (não poderia dizer dançar, aqui) ao som de músicas bacanas.

Estava com roupas sem decotes e sem cores, sem salto, olhando sempre para as luzes piscando no teto. Sou caretíssima, não troco fluidos na balada, veja, nunca. Se, por acaso, eu conhecer alguém bacana, a comunicação acontece por outros meios, em outros ocasiões. Meu único objetivo nesses lugares é ficar distraída com a música e luzes, levemente (ou muito) alcoolizada.

Os caras abordam. Eu falo não – de maneira mais ou menos gentil, proporcional à abordagem. O que me chocou foi a reação ao não. Agora os homens entendem “não” como “insista”? Você fala não, e o cara vai te seguindo, de novo, e de novo, te agarrando, puxando seu cabelo. Caras bonitos, devo dizer. Que conseguiriam ficar com qualquer garota (menos eu, vide parágrafo anterior) do recinto, se mudassem a técnica, acho. Agora também tem o cara que dá chilique, fica agressivo e reclama, depois da negativa. O cara mudo que fica dando voltas ao seu redor, como um cachorro.

Ah, não era assim antes, era?

ps. ir só em balada gay (mas gay de verdade) resolve todos esses problemas! Baladas HT: nunca mais!

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